Projeto Nascer: Capacitação multiprofissional
10/11/2009

No início de mês de novembro os médicos Obstetra, Dr. Edmilson Nery, e Pediatra da Fundação Hospitalar Dr. Moisés Magalhães Freire, Dr. Getúlio Júnior (FOTO), juntamente com a enfermeira da Maternidade, Rassire Montroze participaram em Montes Claros do Curso de Capacitação do Projeto Nascer, programa do Ministério da Saúde (MS), aplicado pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES) destinado a detectar mãe soropositivas para HIV e para Sífilis Congênita.
O Projeto Nascer desenvolve atividades em maternidades que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS) localizadas em municípios considerados de referência regional e que realizam mais de 500 partos por ano.
A capacitação de médicos e enfermeiros atuantes em maternidades visa preparar equipes multiprofissionais em acolhimento, aconselhamento, realização de testes rápidos, manejo clínico de parturientes HIV positivas e crianças expostas, testagem e indicação terapêutiva para Sífilis e vigilância epidemiológica.
Como fator motivante, segundo o MS, ao desenvolvimento do Projeto Nascer tem-se a detecção da baixa eficiência das medidas de prevenção à transmissão do HIV da mãe para o filho o que impediria que mais de 90% dos casos de Aids entre menores de 13 anos tenha como causa a transmissão durante a gestação. Outro dado relevante apresentado no curso foi a apresentação do quantitativo inferior ao desejável quanto a realização de teste para HIV no pré-natal.
O Ministério da Saúde objetiva diminuir a transmissão de mãe para filho do HIV, a chamada transmissão vertical, a mortalidade e seqüelas ocasionadas pela Sífilis congênita através da melhoria da qualidade da assistência pré-natal. A solução proposta pela capacitação do Projeto Nascer evidencia mudança no processo de trabalho para implementação das ações para acolhimento, tratamento e acompanhamento às mulheres positivas com garantia de sistema de referência especializada.
Após a realização do teste rápido a mãe positiva receberá gratuitamente a medicação necessária (AZT para mãe/filho e leite em pó essencial para o sustendo do Bebê até os primeiros 6 meses de vida). Diagnosticada a Sífilis Congênita mãe e filho recebem gratuitamente tratamento medicamentoso. Complementando o tratamento o SUS disponibiliza acompanhamento com Infectologista para avaliar continuamente casos já confirmados.
Na Fundação Hospitalar Dr. Moisés Magalhães Freire em 2009 apenas houve detecção de um caso de mãe HIV positivo. De acordo com o médico ginecologista e obstetra, Dr. Edmilson Nery, os testes rápidos realizados trimestralmente durante o pré-natal possibilitam o tratamento precoce da Sífilis Congênita e HIV. Explica que hoje, existem maneiras clínicas para evitar sangramentos durante o parto, que é a maior porta de contaminação materno-fetal.
Dr. Edmilson Nery Nobre, faz parte do quadro de médicos ginecologistas e obstetras da Fundação. “Em Pirapora realiza-se testes rápidos para detecção de HIV e Sífilis Congênita. Estamos preparados para agir em casos positivos”.
De acordo com o MS a maioria dos casos de transmissão, cerca de 65%, ocorre durante o trabalho de parto e no parto propriamente dito, e que os 35% restantes ocorrem Inra-Útero, principalmente nas últimas semanas de gestação, e que o aleitamento materno representa risco adicional de transmissão, de 7% a 22%.
Fonte: ASCOM - Aércio Arley



















